Imagem alusiva à exposição António Aleixo em madeiros 
Poeta António Aleixo recordado em exposição de madeiros 

 

A partir de 21 de Janeiro, a exposição “António Aleixo em madeiros” pode ser visitada na cidade de Pinhel.


Dar a conhecer o poeta popular António Aleixo é o objectivo de um conjunto de trabalhos elaborados em madeira pelo escultor Mário Albano, trabalhos agora patentes ao público na Biblioteca Municipal de Pinhel.
A iniciativa teve início a 21 de Janeiro, com uma particularidade: a montagem da exposição coincidiu com a visita de alunos de vários níveis de ensino do Agrupamento de Escolas de Pinhel que também foram convidados a participar no workshop “Passo a Passo de uma Exposição”.
Assim, mais do que visitar a exposição, os alunos participaram na sua montagem, actividade orientada pelo próprio Mário Albano. À medida que os objectos iam ocupando os seus lugares, o escultor ia falando sobre António Aleixo e também sobre cada uma das peças de madeira esculpidas em homenagem ao poeta popular de origem algarvia.
O resultado encontra-se patente ao público até finais de Fevereiro, traduzindo-se numa exposição que procura aliar arte e poesia, referindo-se a temas como vida social, política, desporto e cultura, entre outros.
De referir que a iniciativa resulta de uma parceria entre a Biblioteca Municipal de Pinhel e as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Pinhel.

António Fernandes Aleixo
(Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 – Loulé, 16 de Novembro de 1949)

Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
Faleceu por conta de uma , em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.
in http://pt.wikipedia.org

Organização:
Município de Pinhel – Biblioteca Municipal / Falcão EM
Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Pinhel

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