Solares e Casas Nobres
Contrariando a prerrogativa régia, que impedia os nobres de terem casas na vila e seu termo, entre os séculos XVI e XVIII surgiram em Pinhel algumas casas de famílias aristocráticas que se destacam do restante tecido urbano.
Estas residências apresentam características arquitectónicas e decorativas que reflectem os modos de vida de uma aristocracia fundiária. Grandes volumetrias, requinte decorativo nos corpos interiores e, em alguns casos, a existência de uma capela/oratório.
Dos muitos solares de Pinhel, destaque para a Casa Grande (conhecida como casa dos Condes de Pinhel), para a casa Mendes Pereira, pela decoração rocaille das molduras das janelas e, ainda, para a casa dos Metello de Nápoles, que apresenta uma capela, de planta octogonal, datada do século XVIII.
O aparecimento destas casas está associado a um notório crescimento urbano que se verificou em Pinhel a partir do século XVI, nomeadamente com a fixação dos Judeus expulsos de Castela. Na rua de Stª Maria são ainda bem visíveis testemunhos da presença de cristãos novos.