Pinhel > Turismo > As freguesias > Manigoto

Foi uma das povoações do termo de Pinhel que mais sofreu com o saque perpetrado pelos Coutinhos no século XV. Um dia lembraram-se aqueles degenerados fidalgos de dar um saque ao concelho de Pinhel; e reunida gente armada, aos gritos de Marialva! Marialva! roubaram, mataram, destruíram, violaram mulheres e encheram de inofensivos cidadãos as prisões de Pinhel, Penedono e Guarda, deixando a aldeia de Manigoto reduzida a um montão de ruínas.

No dizer de um certo escritor, o sangue correu em profusão, morreu muita gente e o povoado, arruinado, ficou sem géneros e sem roupas, tudo levado pelos bandoleiros. “Aldeia Grande”, assim é chamada pelos narradores desse horrível e trágico sucesso que encheu de dores e lágrimas os seus habitantes.
Da “epopéia” dos Marialvas nasceu um processo criminal de queixa dos povos perante el-rei, contra D. Fernando Coutinho, processo que parece conter uma parte cível sobre direitos de jurisdição. Efectuada a inquirição pelos desembargadores régios com base nos depoimentos de ambos os lados, a coroa deu como provadas muitas das acusações. Conforme a própria confissão do marechal, seu filho D. Henrique Coutinho dirigiu-se à aldeia do Manigoto e apropriou-se abusivamente da roupa dos seus habitantes. O roubo abrangeu igualmente alguns produtos alimentares como leite e manteiga. O rol de indemnizações decretado pelo monarca permite uma fiel visão do panorama, quando se depara com tantos habitantes do Manigoto indemnizados. Por exemplo, logo à cabeça da lista encontra-se “Pedro Anes, morador no Manigoto, de dous cabecais e hu meio almadraque, e dous queijos e huma capa de burell, quatrocentos e vimte reais”. E mais lesado ainda foi “Vasco Estevez o Velho, morador em o dito logo do Manigoto, de roupa, pam e outras cousas que lhe de sua casa foram tomadas e perda que lhe em ellas fizeram, tres mil e quimze reais”.
Ocupando uma superfície com uma área de 1.572 hectares, a freguesia está situada a sudoeste da cidade de Pinhel, na encosta de uma colina, sobre solos férteis e muito produtivos. Durante a última guerra foram aqui exploradas várias minas de volfrâmio que, então, proporcionaram um grande desafogo económico às gentes de Manigoto.


Actividades Económicas: Agricultura, pecuária, apicultura, serralharia civil, extracção e corte de granito e comércio

Festas e Romarias: Domingo e Segunda-feira de Páscoa, Corpo de Deus, S. Sebastião e Santo António (Agosto) e N. Sra. da Conceição (8 de Dezembro)

Património: Igreja matriz, casas senhoriais, casas rústicas, monumento à Senhora da Conceição e espaço museológico

Outros locais: Alminhas, cruzeiros, fontes de mergulho, lagares de vara, “gruta do bispo” (gravura rupestre), lagares dos moiros, necrópoles de sepulturas escavadas na rocha e castro da Galafura

Gastronomia: Caldo, alhos assados, arroz de coelho, buzigada, cabidela, enchidos de porco, guisado de borrego, guisado de cabrito, leitão assado, aletria, arroz doce, coscoréis e pão-de-ló

Artesanato: Colchas, mantas de farrapos, rendas, fechaduras e chaves de madeira

Colectividades: Grupo de Amigos do Manigoto e Zona de Caça Associativa da Freguesia do Manigoto

Orago: Nossa Senhora da Conceição

Feiras: Mensal (2.º sábado de cada mês) e anual (1.º domingo de Agosto)


Fonte: ANAFRE

 






Manigoto


Imagem da Freguesia de Manigoto Imagem da Freguesia de Manigoto Imagem da Freguesia de Manigoto Imagem da Freguesia de Manigoto
Guarda DigitalPrograma Operacional da Região Centro
Pos Conhecimento
FEDER