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Cabrito Assado
Depois de limpo e de se lhe ter retirado a fressura, barra-e o cabrito interior e exteriormente com uma papa feita com os alhos esmagados, sal grosso, o colorau (que aqui se chama pigmento), o louro, o azeite e a banha. O cabrito deverá ficar assim temperado de um dia para o outro ou pelo menos 3 a 4 horas.
Coloca-se então numa assadeira de barro e leva-se a assar em forno bem quente.
Quando o cabrito se apresentar meio assado, começa a regar-se com o vinho branco (de vez em quando). O cabrito deve ficar bem tostado.
Acompanha com batatinhas que se cozinham do seguinte modo: Depois de lavadas, cozem-se com a pele 2 kg de batatinhas pequenas. Pelam-se e alouram-se depois num pouco de azeite onde previamente se alourou um dente de alho.
Juntam-se ao cabrito quando estiverem bem louras.


Enchidos - Morcela
O elemento de ligação dos pedaços de entremeada usado neste enchido é o sangue de porco, que lhe confere a consistência e a coloração escura.
As especiarias, entre elas, o cravinho e os cominhos, fazem parte dos temperos utilizados, conferindo-lhe um aroma intenso.
É geralmente servido frio ou cozido, acompanhado de grelos cozidos.


Enchidos - Bucho
É composto por diversas carnes de porco, incluindo por vezes uma
certa quantidade de ossos tenros, o que confere ao enchido um sabor muito especial.
Pode ainda incluir arroz, ou pão, sendo o tempero essencial conseguido pela vinha de alhos.
Utiliza a tripa larga do porco.
Se for fumado, pode ser consumido algum tempo depois da confecção.


Enchidos - Chouriço Assado
Entende-se por Chouriço o enchido fumado constituído por carne e gorduras rijas de porco em fragmentos de dimensões superiores a 1cm adicionadas de condimentos como a massa de pimentão, colorau, alho, sal e outros.
É ainda constituído com Tripas Naturais, ou Semi-sintéticas provenientes de fibras naturais, de animais, reconstituídas, sem defeitos.
Aspecto avermelhado, consistência firme, invólucro sem roturas e bem aderente à massa.


Borrego Assado
Faça três cortes medianamente fundos na perna de borrego, depois de a ter limpo de peles e gorduras. Tempere com sal, pimenta, colorau e piripiri. Ponha 2 dentes de alho esmagados nos cortes que fez e coloque num tabuleiro. Regue com o azeite, sumo do limão e vinho. Junte a banha, a folha de louro, o toucinho cortado em tiras e a cebola partida em quartos. Leve a assar no forno quente, tendo o cuidado de vigiar e ir regando de vez em quando com o molho (se necessário acrescentar um pouco de água). Sirva com batatas assadas.


Feijoada
Tempere o chispe e o entrecosto com sal. Deixe um dia para o outro. Demolhe o feijão. De véspera, lave as carnes fumadas e deixe-as de molho. Coza-as à parte em água temperada com sal e rejeite a água. Coza o chispe e o entrecosto com feijão. Escalde e ferva os enchidos por 2 ou 3 minutos. Retire-os e junte ao feijão. Junte as cenouras e a cebola inteiras.Num tacho de barro grande, deite o azeite e a banha e prepare um refogado leve com as restantes cebolas e alhos picados.
Quando a cebola ficar translúcida, junte o tomate esmagado e a salsa picada. Tempere com pimenta, malagueta e sal. Apure o refogado. Adicione caldo de cozer o feijão, as cenouras às rodelas e as carnes cortadas aos pedaços. Cozinhe em lume brando até todos os ingredientes absorverem os sabores e o molho apurar. No final corte os enchidos e junte-os à feijoada.


Cozido à Portuguesa
Numa panela grande coza em água todas as carnes.
Aquelas que forem salgadas devem ficar de molho umas horas, só depois se podem pôr a cozer.
Regue a água da cozedura com um fio de azeite e tempere a gosto.
Por ordem de cozedura mais rápida, vão-se tirando os enchidos, depois as carnes de porco, e só no fim, depois de bem cozida, a carne de vaca.
Nesta água de cozer as carnes, meta as couves, batatas e cenouras. Quando cozidos, retire a panela do lume, deixando os legumes dentro.
Para servir, corte as carnes, disponha numa travessa com os respectivos legumes. Acompanha feijão branco cozido, cozido na água dos legumes, e arroz de forno ou branco.


Coelho à Caçador
Corte o coelho aos bocados e ponha-o a marinar no vinho tinto com as cebolas e o alho cortados às rodelas, sal, pimenta, cravinho e o louro. Tire os pedaços de coelho da marinada, reservando o líquido, passe-os por farinha e aloure-os na margarina e azeite. Junte ao coelho as cebolas, os alhos, o louro e os tomates pelados e cortados aos bocados. Deixe ferver um pouco, junte o liquido da marinada e rectifique os temperos. Tape e deixe cozer suavemente até o coelho estar macio.


Bacalhau cozido
Coza o bacalhau em água a ferver sobre lume brando, durante 15 a 20 minutos.
Entretanto, coza os olhos de couve, a que retirou as folhas duras exteriores. Num outro recipiente coza as batatas com casca, previamente lavadas.
Descasque os dentes de alho e corte-os em rodelas grossas. Leve o azeite ao lume e, assim que estiver quente, junte as rodelas de alho.
Deixe apenas estalar. Tempere o azeite, fora do lume, com sal e pimenta. Sirva o bacalhau numa travessa, as batatas e os ovos descascadas noutra e as couves num terceiro recipiente. Deite o azeite numa tigela ou numa molheira e sirva acompanhado com broa de milho ou com pão de mistura.


Pão-de-Ló
Separe as gemas das claras. Bata as gemas com o açúcar peneirado até obter uma gemada volumosa e esbranquiçada.
Adicione gradualmente e sem bater, as claras batidas em castelo. Junte então os dois tipos de farinha e o fermento que devem já estar misturados e peneirados.
Misture delicadamente e coloque a mistura numa forma de abertura ao meio, bem untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Aqueça o forno e, depois de quente, leve a cozer durante cerca de meia hora. Desenforme depois de frio.


Filhós
Num alguidar de barro vidrado amassam-se setenta gramas de açúcar, cem gramas de manteiga derretida, vinte ovos inteiros e o sumo de uma laranja; Depois de tudo bem ligado vai-se juntando farinha de trigo a pouco e pouco até ficar um creme não muito espesso, deixando repousar por meia hora. Num tacho põem-se a ferver meio litro de azeite muito fino e, em estando a ferver, mergulha-se nele, para aquecer, uma forma, das especiais, para filhó.
Depois de quente, mergulha-se na massa, não até acima, mas meio centímetro abaixo da parte superior da forma, mergulhando-a em seguida no azeite a ferver, sacudindo-a para cair a filhó no azeite, onde fica até estar bem loura de todos os lados. Tiradas as filhós da fritura, põem-se a escorrer, passando-as por calda de açúcar, como se indica para os coscorões, e servindo-se polvilhadas com canela.


Arroz Doce
Leva-se o leite ao lume num tacho. Quando começar a ferver junta-se o açucar, o arroz, o sal, a casca de limão e o pauzinho de canela.
Assim que o arroz estiver cozido, retira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco.
Batem-se as gemas à parte, juntam-se em seguida ao arroz, mexe-se muito bem e leva-se a lume brando para cozer as gemas. Serve-se em travessas ou pratinhos com canela em pó.


Cavacas
Peneira-se a farinha com o bicarbonato e o sal para um alguidar.
Faz-se uma cova no meio onde se deitam 2 ovos inteiros e as 8 gemas, o azeite, a aguardente e a raspa da casca do limão.
Batem-se estes ingredientes à mão durante 1 hora (20 minutos na batedeira eléctrica).Depois juntam-se, um a um, batendo os restantes ovos inteiros.
Esta adição faz-se baseada para se poder observar a textura da massa.Quando cobrir a mão, a massa está pronta, admitindo-se que não sejam necessários os ovos todos.
Deixa-se a massa repousar cerca de 1 hora, depois do que é deitada às colheradas em tabuleiros ligeiramente untados com azeite e polvilhados com farinha.
As colheradas de massa devem ficar bem distanciadas, porque a massa alastra. Levam-se as cavacas a cozer em forno bem quente (220º a 250ºC).
Depois de cozidas e frias, as cavacas são cobertas com as claras batidas com o açúcar, devendo esta cobertura estar bem espessa o que se consegue, batendo.









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