Origem
A criação do Museu Municipal de Pinhel remonta ao ano de 1936. Desde essa altura, tem vindo a recolher um conjunto muito vasto de informação e testemunhos, materiais e imateriais, com a finalidade de projectar a cultura local junto dos diferentes públicos.
Missão
O Museu Municipal de Pinhel tem como missão investigar, documentar, conservar, valorizar e divulgar testemunhos materiais, resultantes da acção do Homem sobre o território do concelho de Pinhel, com a finalidade de preservar e transmitir as vivências colectivas e, por outro lado, contribuir para a afirmação do desenvolvimento local sustentável.
Edifício
O Museu está instalado nos Antigos Paços do Concelho, um edifício do século XVIII, mandado construir pelo corregedor da comarca de Pinhel, Vicente Pereira da Cunha.
É um imóvel de planta rectangular, com a fachada principal voltada a Oeste, ou seja, para a “sala de visitas da cidade”.
No rés-do-chão, duas portas em arco. No primeiro piso, três pórticos com varandas assentes em mísulas decoradas com motivos vegetalistas.
Do lado esquerdo, o brasão nacional de estilo joanino, com ornamentação curvilínea e duas serpentes afrontadas.
Na fachada Norte, as armas da cidade, um pinheiro encimado por um falcão, entre dois óculos.
No primeiro andar situava-se o salão nobre, com tecto em caixotões rematado pelo brasão nacional em talha.
As colecções
O Museu Municipal de Pinhel está em fase de reorganização e qualificação. Assim, algumas das colecções que constituem o seu acervo, ainda não estão disponíveis ao público.
De momento, está patente ao público uma exposição de Arte Sacra muito rica do ponto de vista artístico.
No primeiro andar do edifício, duas salas. A primeira apresenta um conjunto de 11 ex-votos dos séculos XVIII e XIX, provenientes da Ermida Senhora das Fontes. Através de uma observação mais atenta, pode registar-se a presença de elementos comuns em todos eles: a nuvem, a Virgem, a inscrição e a cama ou o quarto.
Na segunda sala encontra-se um conjunto de sete estandartes corporativos do século XIX. Um dos estandartes representa o concelho, ao passo que os outros seis afiguram as profissões mais significativas que existiam na cidade de Pinhel, até àquele período (alfaiates, almocreves, ferreiros, lavradores, moleiros e sapateiros). Nas paredes, duas tábuas pintadas, com Santa Isabel de Portugal e Santa Isabel da Hungria.
Nas salas do rés-do-chão, um conjunto de esculturas do período moderno, em madeira policromada, e um retábulo do século XVI, em pedra de Ançã, do escultor João de Ruão, cuja leitura vertical identifica a trilogia cristã – Pai, Filho e Espirito Santo.
Actividades
Nos últimos anos, o Museu tem projectado e desenvolvido actividades culturais em diferentes espaços da cidade e do concelho. Das tarefas que cabem ao serviço de Museu e Património Histórico, salientam-se as seguintes:
- Promover o inventário, a classificação, a protecção, a conservação e o restauro do património arquitectónico e histórico-cultural do concelho, numa perspectiva multidisciplinar, com vista a um melhor conhecimento das comunidades locais;
- Emitir pareceres e apresentar projectos sobre a preservação do património histórico-cultural do concelho e outros assuntos relacionados;
- Colaborar com entidades detentoras de espólios museográficos ou de outro interesse cultural, que visem a preservação e divulgação do património;
- Realizar campanhas de escavações arqueológicas;
- Elaborar a carta arqueológica do concelho de Pinhel;
- Divulgar junto da sociedade civil o património cultural do concelho, de forma formativa e informativa, com montagem de exposições, realização de conferências e colóquios e redacção de textos de carácter geral e científico;
- Potenciar o património do concelho para, em colaboração com outros serviços da autarquia e entidades culturais, participar na promoção do desenvolvimento cultural do Município.